Fora do traço

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Estudar, ter um “bom emprego” que lhe assegure vida boa, que lhe dê condições financeiras para fazer o que tiver vontade. Tem gente que planeja a vida assim. Decide suas ações nessa ordem, traça as linhas, faz os planos, segue a risca.

Por um tempo eu também tracei meus planos assim, estudaria Direito numa universidade federal ou numa boa particular, ganharia bem como advogada e isso me possibilitaria ter minha fazenda com bois, vacas e cavalos, ajudar de alguma forma as pessoas do sertão cearense e ainda viajaria pra onde quisesse nas férias, além de poder ter o que precisasse.

Resolvi inverter isso tudo.

Se antes eu planejava baseado em como gostaria que fosse o meu futuro, agora eu me baseio apenas no presente. É no presente que nós vivemos, é nele em que as necessidades da alma vão aparecendo e se modificando, são essas necessidades que agora me guiam. Hoje parei de olhar as possibilidade de resultados que poderiam vir daqui há anos e resolvi olhar pra mim hoje, pra minha alma e até pro meu passado, pra minha trajetória, acho que isso sim é que deve nos guiar. E com essa inversão, agora fica assim: fazer o que tiver vontade, assim posso ter chances de possuir condição financeira compatível com minhas necessidades, alguma dúvida de que assim vou achar meu emprego maravilhoso e minha vida melhor ainda? Dizem que não há dúvidas nisso, mas que são poucas as pessoas que arriscam inverter os traços ou fugir dos tradicionais.
To tentando [ar]riscar meus traços a cada dia.

yanna

 

 

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Life’s too short to be serious

Todos os anos, nos seus últimos segundos, sempre me digo que o ano seguinte será diferente, mas isso nunca aconteceu; nunca realmente me esforcei pra isso. Mas esse ano, logo no início, minha vida deu uma volta enorme, que nunca pensei que daria.
Não sei se essa volta foi devido à minha, vamos dizer, desistência de algo que pensei que seria o certo pra mim, se devido à escolha do meu sonho de criança, ou se devido ao fato de eu passar a ver vídeos dele todo dia, mas aconteceu. Talvez eu tenha achado o que quero pro resto da vida, o que vai me fazer feliz, ou talvez ele me mostrou que a vida é melhor quando você vê piada em tudo, quando você não é tão sério. Afinal, a vida é curta.
Dizem por ai que ela é curta pra ser levada a sério, mas não. A vida é curta pra SER tão sério. Não podemos passá-la nos preocupando o tempo todo, mas temos que levá-la a sério sempre. Algo que eu não vinha fazendo.
Só temos uma chance de vivê-la. Uma. Não duas, não três. Não temos sete vidas como os gatos. Temos uma. “Ah, mas tem gente que praticamente tem uma segunda chance de viver.” Sim, mas não é por isso que você vai fazer de tudo que pode acabar com sua vida.
A vida é uma só, e o pré-requisito básico pra ela acabar é estar vivo. Então temos, sim, que viver, rir, achar graça das coisas, mas também devemos levá-la a serio. Sem SERMOS sérios.
A vida é bela, e nessa volta que 2014 me proporcionou, eu percebi isso.
Pela primeira vez em anos, eu digo com certeza: a vida é bela. Se não está, ela vai ficar.
“Life’s too short to be serious.”

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Realidade

Acreditar que dias melhores existem e o que ontem que parecia importante amanhã não vai significar nada. Aceitar que dos amigos que você diz ter, alguns vão embora sem previsão de volta e aqueles que são de verdade permanecerá. Como diz o Chorão: “Quem é de verdade sabe quem é de mentira”. Aceitar que as decepções são inevitáveis e que aqueles que você mais confia um dia podem te trair. Aprender com as dificuldades e superá-las de cabeça erguida e mente sã. Aceitar que um dia você pode se sentir a pior pessoa do mundo, e em outros se sentir a mais feliz do universo. Acreditar que a felicidade está nas pequenas coisas da vida: em um gesto, em um sorriso ou no simples ato de falar. Aceitar que contos de fadas não existem. E acreditar que finais felizes é a gente quem faz. Aceitar que um dia você cai e que só depende de você pra se levantar. “recomeçar faz parte de viver” (Scracho).
“Aceitar que a vida é um jogo e quem nem sempre a gente ganha, mas aos poucos a gente aprende a jogar”. (Caio F. Abreu)
E por hoje é só, beijos.
Fuiz 🙂

bruan

Meu look do dia + tarde na casa da vózinha

Ontem foi dia de passar a tarde com a vózinha, fazia muito tempo que eu não a via e que não ia no interior onde ela mora, já tava com saudade tranqüilidade daquele lugar e de ouvir as conversas da minha avó.

Vou começar o post com o look que usei nesse dia, defino como básico e confortável, sem acessórios, me dá uma preguiça enorme de elaborar looks quando vou pros interiores.

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Eu costumava usar esse short sempre com uma blusa branca ou uma amarela candy color para equilibrar com a cor dele, que me lembra militarismo. Poréééém, me veio a idéia de ao invés de equilibrar usar cor pra o contrário, pra dar um destaque e deixar a composição mais alegre.

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Vou aproveitar as férias pra visitá-la mais, fiquei até devendo essa foto pra ela em um porta retrato pra próxima vez que for lá:

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A seguir umas fotos de logo quando cheguei lá:

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Saímos de lá já no fim da tarde, bem na hora do pôr do Sol, não resistimos e paramos o carro pra tirar umas fotos.

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As próximas são sem edição:

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É isso, finalizo aqui meu primeiro post mais “pessoal”, digamos assim 🙂

byeeee!

yanna

Só mais um desabafo


Parece besteira, coisa repetitiva, você mesmo já deve ter escutado isso várias vezes, mas mesmo assim as vezes a gente acabe esquecendo. A vida é tão corrida, o mundo pede tanto da gente é uma sede por dinheiro, que a gente esquece que a felicidade não é só ter. De que me adianta ter muito e não poder usufruir das coisas mais simples? Como passar uma tarde conversando bobagem ou até coisa séria com os amigos, não quero, não posso me deixar corromper pelo capitalismo, quero amor, quero paz quero poder viajar, visitar meus amigos sempre que me bater a saudade. E pra isso não preciso muito só o necessário.
Trabalhar é bom, aquele que você trabalha pra viver, não aquele que se vive por ele. Nada é tão deprimente como perceber que de tanto correr de que tanto buscar pela “felicidade” você passou por ela de verdade e nem percebeu. Como é bom passar uma tarde deitada na rede da vovó. Como é bom sentar na mesa de jantar rir mangar e lembrar das brincadeiras de criança com seus pais e irmãos. Como é bom ligar pra aquele amigo distante e saber que os anos passaram, mas alguém lembra de você, que de uma forma ou de outra você deixou marcas nela como ela deixou em você. As coisas mais simples enchem nosso peito como nenhum dinheiro conseguiria. Ele é sim necessário, seria hipocrisia dizer que não, mas não é o principal, ele pode te dar a passagem, mas nunca vai pagar pela melhor companhia.

Kelly Badú