Só mais um desabafo


Parece besteira, coisa repetitiva, você mesmo já deve ter escutado isso várias vezes, mas mesmo assim as vezes a gente acabe esquecendo. A vida é tão corrida, o mundo pede tanto da gente é uma sede por dinheiro, que a gente esquece que a felicidade não é só ter. De que me adianta ter muito e não poder usufruir das coisas mais simples? Como passar uma tarde conversando bobagem ou até coisa séria com os amigos, não quero, não posso me deixar corromper pelo capitalismo, quero amor, quero paz quero poder viajar, visitar meus amigos sempre que me bater a saudade. E pra isso não preciso muito só o necessário.
Trabalhar é bom, aquele que você trabalha pra viver, não aquele que se vive por ele. Nada é tão deprimente como perceber que de tanto correr de que tanto buscar pela “felicidade” você passou por ela de verdade e nem percebeu. Como é bom passar uma tarde deitada na rede da vovó. Como é bom sentar na mesa de jantar rir mangar e lembrar das brincadeiras de criança com seus pais e irmãos. Como é bom ligar pra aquele amigo distante e saber que os anos passaram, mas alguém lembra de você, que de uma forma ou de outra você deixou marcas nela como ela deixou em você. As coisas mais simples enchem nosso peito como nenhum dinheiro conseguiria. Ele é sim necessário, seria hipocrisia dizer que não, mas não é o principal, ele pode te dar a passagem, mas nunca vai pagar pela melhor companhia.

Kelly Badú

Consumismo.

Pare e pense: para que eu vivo? Porque eu vivo? Qual minha verdadeira meta?
Muito vão disser Deus, mas sejam realistas, se você vivesse exclusivamente pra Deus nem comi nem nada, como já disse Paulo: “FAZEI TUDO em honra do Senhor.” Mas o post de hoje não é sobre religião.


Outra resposta seria trabalhar e viver confortavelmente (Sendo que a ideia de confortável varia de pessoa pra pessoa), será isso mesmo? Todo ser humano se pudesse teria uma Ferrari, mas o que uma Ferrari faz um Gol também não faz? O Conforto de se locomover sem esforço de uma Ferrari é o mesmo de um carro comum. Essa ideia deve soar meio absurda, porque como alguém compara um Gol com uma Ferrari?! Mas pense bem, a Ferrari só é uma “Ferrari” porque o capitalismo fez com que pensemos que uma Ferrari é melhor, por isso ela chama atenção, só o barulho do motor já encanta, o design é maravilhoso, e muito mais. Mas isso é desnecessário para um individuo.

O Consumismo, hoje, é a lei que rege a sociedade, só quem ‘tem’, tem importância. Uma futilidade do homem, alguém é o que ele pensa, como ele age, o que ele faz, o que ele tem não deveria influenciar em nada, mas todo mundo sabe que não é assim. O pior de todo isso é que para conseguir o capital, o homem esquece sua moral, mulheres se prostituem policiais cegam os olhos com suborno, políticos se corrompem, modelos adoecem, um elemento mata pra roubar, tudo isso somente por um simples pedaço de papel.
Nos não vivemos no Capitalismo, pois o Capitalismo já vive em nos. Para não me acusarem de hipócrita, eu também sou dominado pelo o capitalismo (até demais) e logico que preferia uma Ferrari. Talvez um dia isso mude pra pior, só depende da nossa raça.

Osmar Filho