(sem título)

Eu vou saltar desse penhasco, se é queda livre e há pedras prontas para me perfurar ou se vou de bumg-jump, sinceramente, não me interessa, não estou medindo consequências, só me permitindo não calcular, não planejar.
Quero experimentar.
Como deve ser se jogar no que te deixa feliz ou arriscar descobrir o que te dá essa sensação?
Pode ter dor, e vai ter, mas deixo pra me preparar e reagir a ela quando a hora dela chegar, quando sentir a pedra me atravessar.
Vou me descobrir desarmada.
Sem esperar ou até sem esperança.

 

 

yanna

 

Pra bagunçar, pra dançar.

 

Tudo bem, pode entrar.
Nota a organização.
Eu até deixo você bagunçar, mas se aceita uma dica, vai com cautela pra não se assustar, porque eu me organizei tanto que é capaz de você estranhar e até não reconhecer.

Vem conhecer.

Pode mexer nas gavetas, levar algo com você, deixar alguma coisa tua.
Pode dar palpite, pode deixar o coração palpitar, seguir o ritmo.
Entra na minha dança.
Escuta essa canção que parece nossa.
Deixa esse livro no lugar.
E meu coração também, aliás, por mais que você tente, ele já está num plástico bolha.
Não, isso não quer dizer que você tenha que sair, pode ficar, te quero aqui, mas te quero sem amor, te quero por gostar. Eu ando preferindo assim.

 

yanna

Eu paro tudo pra te observar um segundo

Posso parar qualquer coisa pra ter a oportunidade de te observar
E paro o segundo pra eternizar, te fotografo assim, olhando pro mar ou pra mim
perco a noção do tempo
Um segundo vale por uma hora, uma hora vale pela vida
Paro a dança, o carnaval, pra ser tua folia particular
Pra te ter do meu lado, ver de perto cada sinal, sarda, ligar elas à mim
De longe, sentir a alegria do teu sorriso chegar à mim do outro lado da rua
Respirar o mesmo ar enquanto vejo mandalas desenhadas nos teus olhos, enquanto me pergunto o quão profundo eles são, quanto amor cabe ali
Enquanto desenho-te, desenho em ti, com gestos
Eternizo.

yanna

Melhoras…

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Ah, eu lembro da primeira vez que te vi, da forma como me senti. Como me senti bem sem ao menos te conhecer. E durante muito tempo me senti dessa forma, me senti eu mesma. Me senti feliz, como não imaginava ter me sentido antes. Durante quase um ano, disse que você foi meu salvador, e, de certa forma, foi, sim. Mas os tempos mudam e as máscaras caem.
Com o tempo vi quem você era de verdade, e percebi que nem tudo é um mar de rosas. Aquela primeira impressão que eu tive, de que você seria compreensível e realmente me ajudaria, foi por água abaixo quando eu mais precisava de você. Eu passei a ser um nada pra você – isso se eu fui alguma coisa, algum dia –, e isso me devastou. Ouso dizer que era como se você nunca houvesse me salvado à sua maneira, como tinha feito.
E hoje, ah!, hoje posso dizer que tudo que eu não sou pra você, você não é pra mim. Todo aquele amor que eu sentia por você desde o primeiro instante em que te vi, posso dizer que não, ele não simplesmente sumiu, mas se transformou. Hoje não preciso mais de você, não preciso que você me faça rir; não preciso ouvir sua voz pra me sentir bem, e seu cheiro não faz mais minhas pernas tremerem e meu coração palpitar como se quisesse sair pela boca. Hoje não fico mais sem palavras e sem ações ao te ver.
Hoje você não é mais meu salvador. Não. Hoje eu aprendi a salvar a mim mesma, sem a sua ajuda.
Hoje não preciso mais de você pra ser meu herói e eu ser feliz. Hoje eu sou minha própria heroína.

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Ei, moço!

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Você olha pra esse moço de um jeito tão leve, tão lindo, tão feliz e amoroso. Você usa seu melhor sorriso quando ta com esse moço. Teus amigos já te disseram isso, já ganhou título de apaixonada da turma. Mas será que ele já percebeu isso? Será que você sabe o que se esconde por trás desses sentidos? Vai lá descobrir! Fala pra esse moço o bem que ele te trouxe, o quanto ele deixou tua vida mais florida, como agora parece ser sempre um misto de primavera-verão dentro de ti. Fala de todo o afeto que você nutre por ele, da segurança que ele te passa, o quanto você se tornou completa, completa em todos os sentido, até porque não é fácil ser completa nos dias de hoje, geralmente achamos que sempre está faltando algo, que nada é o suficiente, nada é bom, que com a presença  dele de corpo e alma não falta mais nada. Fala daquela música do Beatles que parece ter sido escrita pra vocês, copia aquela música-poesia de Nando Rei[s] num papel bem bonito com a tua melhor caligrafia e manda pra casa dele, ou entrega num momento qualquer, inesperado…

“Entre as coisas mais lindas que eu conheci
Só reconheci suas cores belas quando eu te vi
Entre as coisas bem-vindas que já recebi
Eu reconheci minhas cores nela então eu me vi”

Não tenha medo, não fale de medo, só abra seu coração pro moço que tomou ele de assalto. Não há o que temer, não há o que perder, porquê diante disso tudo, dos olhares às canções, você já ganhou muito, ganhou muito amor, resgatou uma parte de ti que tava intacta há um tempinho.
Agora aproveita o bem que tá passando pela tua vida, transforma tudo em poesia e espalha esse amor por ai, porque amor é igual livro: só alcança sua função se compartilhado.

yanna

Ainda odeio você.

quinSempre nutri um certo ódio por ti. Tá, não é exatamente assim. Sabe quando falam que ódio e amor andam sempre juntos? Acho que é exatamente essa a situação. Sempre fui controladora, nunca deixei ninguém dar a última palavra, muito menos me controlar. Nasci líder.
Mas daí veio você com essa voz rouca tão confortante, tua barba mal feita que cresce tão irregular, tua risada que puxava a minha, teu jeito tão relaxado com a vida e ao mesmo tempo tão confiante! Não sei se tua intenção era me ter sob teu controle, mas conseguiu e eu odeio isso, odeio o poder que você conseguiu ter sobre mim.
Você tinha toda minha atenção, você tinha minha companhia na hora que quisesse, você tinha meu sorriso mais bonito -na verdade ele era todo seu, você era o motivo dele. Eu me via tão segura nos teus braços, nas tuas mãos, era como se nada ali pudesse me afetar. Por ti eu abaixei minhas armaduras, me tornei uma pequena de 1,70m que precisava de alguém que cuidasse dela e que a dissesse o que fazer.
Perdi meu controle e ele foi todo seu.

yanna

Nadando

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Se não  tomamos o rumo que eu queria, isso não é tão mau (so para não dizer “tudo bem”). Se você não quis dar rumo ao nosso barco, também não é tão mau. Nosso vento foi fraco. Eu queria ventania. Ancoramos no meio do caminho, sem desculpas, sem explicação, sem motivos. Ainda estou sem entender como chegamos a ancorar aqui no meio do nada. Nada. Nadei. Você mudou de rumo, me deixando só e tive que nadar pra não me afogar em tentar entender “por que tivemos que parar aqui? Por quê?”.

Ainda aguardo respostas, mas mais do que isso, espero que não me deixe para trás nas tuas novas aventuras, que o mesmo mar que nos uniu não te deixe esquecer do que vivemos, que as ondas não levem mais do que a saudade, só para que eu fique bem.

Vez ou outra ainda me afogo, vez ou outra ainda preciso arrumar forças para nadar.

yanna