Nossa homenagem ao Chorão

Deixamos aqui uma pequena homenagem ao grande Mestre Chorão.

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Janayna:

Tem uma galera que não vai entender, e não é porque não sou da família ou amiga íntima do Chorão que não vou sentir a falta e chorar por usa morte.
Acho que o que me deixou triste com essa noticia é que eu sinto como se minha adolescência realmente estivesse indo embora.
O Charlie Brown fez a minha geração ( Sam Fernanda Rafael Paula Peixoto ) , uma geração que ia com os cadarços do all star coloridos pro colégio e levava cagaço do diretor e da professora ( Alexandra)
Que fazia grupo de estudo ouvindo eles no intervalo entre uma matéria e outra comendo os bolos das tias mães dos seus amigos.
Por vezes foi o Charlie Browm que curou minhas paixonites pelos namoradinhos e que me fazia escrever no meu diário e desenhar corações com caveirinhas.
E nem conto quantas vezes eu queria sair correndo da aula pra ver a Malhação na qual tinha ele cantando na abertura.
A ida do chorão me marca porque foi o que eu mais ouvi e mais induzia a ter um estilo de vida livre e (FODA-SE ESSA PORRA TODA) que só a adolescência faz com a gnt.
Aquela época em que tudo é muito intenso e forte.
Tá vazio aqui dentro ♥
#RIPCHORÃO

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Yanna:

Foi receber a notícia e logo lembrar de toda aquela boa vibração do seu show, do show da sua banda.
Agora, mais uma vez, a nossa já ameaçada cultura chora.

Ainda não consegui absorver totalmente esse acontecimento. O Brasil perde mais um grande músico, poeta, e além de tudo grande homem. Uma dor tão grande como a dor de perder um parente; saber que suas composições sempre tão inspiradoras (“viva para ser feliz e não viva em vão!”) acabam por aqui, que o que resta para nós e para as próximas gerações, que possivelmente não conhecerão um talento a seu nível, são “gravações” dele cantando a vida!

Acredito que hoje, eu e tantos outros fãs, sentimos o que sentiram fãs de Cazuza e Renato Russo. Experiência nada boa, nada.

Ainda vou (vamos!) demorar a acreditar nisso, porque suas músicas, a qualquer momento que escutamos, parecem tão cheias de vida (da mesma forma que ele se mostrava), que levam a não querer acreditar nisso!

“Eu descobri que é azul a cor da parede da casa de Deus.”

Vai com Deus, Alexandre Magno Abrão, nosso querido e eterno Chorão.

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Brenda Belém:

Um cara que falava palavrão pra caralho, andava de skate e cantava rock. Mas veja só, nada disso o impedia de ter tamanha sensibilidade. Chorão fez inúmeras canções que nos fazem pensar, chorar, rir e querer dançar. Era maravilhoso o modo como ele falava das mulheres sem suas músicas, sempre enaltecendo-as. Há anos eu escuto Charlie Brown e muitas de suas músicas marcaram vários momentos da minha vida. Não quero idolatrar ninguém, mas quem curte o som do cara com certeza sabe o que eu tô sentindo… É ruim saber que não haverão mais composições dele, mas é assim: como tudo deve ser!

CHORÃO ♥

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