Lomografia

Hoje vamos falar de um movimento que está virando febre entre os adolescentes, a lomografia. Pra quem não conhece lá vai o conceito:
“LOMOGRAFIA  é um fenômeno fotográfico que é produzido por uma câmara automática, de alta sensibilidade, capaz de registrar cor e movimento sem necessidade de flash e sem deformação. O processo consiste na recepção contínua de luz que é feito através do sistema de exposição automático, chegando durar 30 segundos. O nome é uma referência ao modelo LOMO LC-A, uma câmara compacta da marca LOMO.”

As lentes das máquinas LOMO são de plástico e produzem efeitos artísticos, com efeitos nostálgicos, “imitando” sonhos fazendo com que objetos comuns ganhe encanto, detalhes que em outras situações passariam despercebidos.

Com caractéristicas  como: Vinhetas

borrões e uma mágico equilibrio entre contraste e saturação.

Um outro efeito da lomografia é o “olho de peixe” no qual a fotografia fica com uma  moldura circular.

 E pra você que gostou e quer praticar lá  vai as 10 regras da lomografia

1.Leve a sua Lomo para onde for.
2.Fotografe a qualquer hora do dia ou da noite.
3.A Lomografia não interfere na sua vida, é parte dela.
4.Aproxime-se o mais possível do objeto a ser fotografado.
5.Não pense.
6.Seja rápido.
7.Você não precisa de saber antecipadamente o que vai fotografar…
8. …Nem posteriormente.
9.Não fotografe com os olhos.
10.Não se preocupe com as regras.

Por hoje e só, beijos. Fuiz;)

bruan

Texto do dia

Amanhã faz um mês que a Senhora está longe de casa. Primeiros dias, para dizer a verdade, não senti falta, bom chegar tarde, esquecido na conversa de esquina. Não foi ausência por uma semana: o batom ainda no lenço, o prato na mesa por engano, a imagem de relance no espelho.

Com os dias, Senhora, o leite primeira vez coalhou. A notícia de sua perda veio aos poucos: a pilha de jornais ali no chão, ninguém os guardou debaixo da escada. Toda a casa era um corredor deserto, até o canário ficou mudo. Não dar parte de fraco, ah, Senhora, fui beber com os amigos. Uma hora da noite eles se iam. Ficava só, sem o perdão de sua presença, última luz na varanda, a todas as aflições do dia.

Sentia falta da pequena briga pelo sal no tomate — meu jeito de querer bem. Acaso é saudade, Senhora? Às suas violetas, na janela, não lhes poupei água e elas murcham. Não tenho botão na camisa. Calço a meia furada. Que fim levou o saca-rolha? Nenhum de nós sabe, sem a Senhora, conversar com os outros: bocas raivosas mastigando. Venha para casa, Senhora, por favor.

Dalton Trevisan

osmar